
| Fotos Ana
Araújo |
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| A
novíssima geração "cara-pintada" de
Brasília pede paz |
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O recreio
costuma ser um período agitado para diretores e
funcionários, com discussões e, não raro,
brigas ferozes entre os alunos. O "ovo de Colombo" do projeto
Recreio Monitorado, que vem sendo executado em sete escolas do
Distrito Federal, é estimular a participação
dos alunos em atividades extracurriculares. Com o apoio do
Instituto de Pesquisa Ação Modular (Ipam), durante os
intervalos são oferecidos cursos de pintura, cerâmica,
teatro, artesanato em papel, horta, futebol, capoeira e rap. "Eles
voltam mais calmos e realizados para a sala. Com os ânimos
menos exaltados, brigam menos e é mais fácil
reiniciar a aula", diz Simone Jesus, professora da Escola Classe
Varjão.
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| Oficinas de artezanato e cultivo na horta coletiva
(à esq.) são algumas das atividades que
diminuíram as brigas durante o intervalo na Escola Classe do
Varjão |
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Os organizadores das atividades são arte-educadores e 60
jovens que fazem parte do grupo Se Liga, Galera! Escolhidos a dedo
pelo Ipam, esses adolescentes tinham tudo para cair na
marginalidade. Não eram bons alunos, alguns já tinham
passagem pela polícia, outros eram conhecidos pela
agressividade. Hoje, fazendo trabalho remunerado, são
apontados como exemplos de jovens que ainda continuam envolvidos
com os problemas da escola, mas agora na busca de
soluções.
Qualquer
escola pode desenvolver um trabalho semelhante de ocupar o tempo
livre durante o recreio, mesmo sem contar com o apoio de empresas
ou instituições não-governamentais. Para a
coordenadora pedagógica da Escola Classe do Varjão,
Mara Felipe, uma campanha pela paz deve envolver alunos e
professores, todos colaborando na criação e no
aprimoramento das oficinas e na solução de
conflitos.
Os
organizadores do Recreio Monitorado observaram que em todas as
escolas do Distrito Federal envolvidas do projeto as brigas
diminuíram. O motivo parece ser cristalino: em vez de
brigar, os alunos agora têm algo mais interessante para
fazer.
terça 12 fevereiro 2008 16:10
A Escola
A escola, ao contrário do que muitos pais pensam, não
é "aquele lugar" onde as crianças passam os dias, com
a obrigação de aprender alguma coisa e onde os
professores têm todas as responsabilidades.
A escola faz parte do quotidiano familiar da criança e os
pais devem estar envolvidos em todo o processo de
aprendizagem.
Pode-se dizer que a escola é um prolongamento do lar, onde o
aluno se socializa com os outros e partilha a sua rotina pessoal.
Assim, a colaboração dos pais com os professores
ajuda a resolver muitos dos problemas escolares dos filhos.
O conhecimento do que se passa na escola, quais os seus
princípios educativos e quem são os professores,
capacita os pais a participarem mais ativamente na vida escolar do
seu filho. É necessária, então, uma
interação contínua entre todas as partes
envolvidas.
Para os pais, participar na escola não deve ser só
"receber informações". É preciso que
façam sugestões e tomem algumas decisões em
conjunto com os professores.
Aliás, os professores e pais não se devem ver como
inimigos. São ambos um complemento importante na
educação das crianças.
Infelizmente, muitas vezes, as causas da abstenção
dos pais na vida escolar dos filhos passa pelos seus rígidos
horários de trabalho. Acompanhar o percurso escolar da
criança, neste aspecto, torna-se bastante difícil,
principalmente quando se está cansado e com falta de
paciência.
Desta forma, e uma vez que pode não ser possível
participar mais activamente, o ideal é que os pais
participem, pelo menos, nas reuniões trimestrais com o
professor/director de turma. Nelas terão oportunidade de se
certificar do trabalho escolar que tem sido desenvolvido e receber
esclarecimentos.
Sempre que possível, será útil para o bom
desenvolvimento escolar da criança o envolvimento dos pais
também nos seguintes aspectos:
Pais e Escola
Comparecer na Escola sempre que pedido ou por iniciativa
própria;
Participar activamente e cooperar em actividades
extracurriculares;
Incentivar a criança a usar a Biblioteca da escola, se
existir.
Pais, Filhos e Escola
Incutir nas crianças/alunos a compreensão
nítida da necessidade de respeito pelo trabalho, o
horário, os professores e as exigências disciplinares
da Escola;
Incentivar a criança a participar nas actividades promovidas
pela Escola.
Em Casa
Proporcionar um local adequado em casa para que a criança
possa estudar e fazer os trabalhos de casa;
Respeitar algum silêncio quando a criança estiver a
fazer os trabalhos de casa, para que seja um momento de
concentração que permita uma melhor apreensão
dos conteúdos das aulas.
Estabelecer, em acordo com a criança, um horário para
a realização dos trabalhos escolares.
Em Geral
Procurar criar o hábito de ser assídua e pontual
às aulas;
Atribuir pequenas responsabilidades, ajudando a criança a
organizar-se nas actividades escolares para torná-la mais
independente e segura de si;
Mostrar interesse em tudo o que a criança realiza,
incentivando-a nas pesquisas e esclarecendo dúvidas, sem, no
entanto, fazer os trabalhos por ela;
Favorecer o seu desenvolvimento de acordo com sua capacidade,
não fazendo comparações com os colegas, mas
estimulando-a a superar-se;
Ser optimista perante a vida em geral, criando um ambiente
positivo.
Acima de tudo, lembre-se que a escola é também um
local de trabalho. É preciso que as crianças tirem o
máximo partido do tempo que passam com os colegas e
professores e que o façam de uma forma responsável e
sentindo que têm todo o apoio que os pais lhes podem
dar.
segunda 11 fevereiro 2008 15:03